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Adianto que este blog não é hipponga

Símbolo New Age (este blog não é hipponga!)

Este artigo deveria ser sobre um tutorial interessante que encontrei no site da Microsoft, mas acabei me estendendo demais em outro assunto enquanto escrevia. Portanto, como este assunto também merece alguma atenção, decidi separá-los e publicar o tal tutorial interessante no post seguinte.

O assunto, no qual me estendo, é relacionado ao fato de que, talvez, muitos desconheçam os serviços “não pagos” que a Microsoft presta à comunidade global. Ao contrário do que muitos pensam, essa empresa é muito mais que uma desenvolvedora de sistemas operacionais para PCs, pois abrange as mais diversas áreas da tecnologia em software. Porém, o que está em pauta é a mudança de comportamento dessa e de outras gigantes do setor, e também da informática.

Muitos reclamaram, e ainda reclamam, dos altos preços agregados aos softwares produzidos por empresas privadas, principalmente a comunidade Linux, mas eu tento ter uma visão um pouco além sobre isso.

Primeiro, quando se trata de tecnologia “pronta” (esse termo não é muito correto, pois tecnologia é algo que está sempre em desenvolvimento. Entenda-se por acabada ou robusta), os softwares privados estão muito à frente dos softwares livres (Open Source ou de código aberto). Isso, por que é montada toda uma equipe para cada projeto, de pesquisa, criação e desenvolvimento, testes, de suporte e correção de bugs no pós lançamento. E todo esse pessoal envolvido, merece receber o seu salário, por dedicar o conhecimento adquirido, no trabalho.

Mas a grande crítica feita pelos adeptos do Open Source, aos desenvolvedores de programas em código fechado, não é somente a questão dos preços elevados, mas sim a exploração ocorrida em determinada área da tecnologia de softwares, por parte das grandes corporações. Porém, desde a ascensão do Google (ou da Google Inc.) as coisas estão tendendo para uma mudança nesse cenário, pois, a entrada desse novo ator, trouxe a computação para um novo patamar ou uma nova era, como definem os entusiásticos da área.

No início, tudo era compartilhado. Um programador sempre distribuía o seu código para outros testarem, utilizarem, fazerem modificações e melhorias. Essa é a principal mudança que ocorreu com o surgimento do Windows (ou a entrada de Bill Gates no setor), numa época que ficou marcada pelo monopólio de informações. Justamente daí, vieram os movimentos para criação de softwares em o código aberto, sendo o mais conhecido deles o Linux.

A preponderância da Microsoft, durante praticamente toda a década de 90 até a metade dos anos 2000, realmente gerou um atraso ou um vazio no surgimento de outros sistemas, e se destacaram desta, somente empresas que desenvolveram tecnologia em áreas onde o domínio da Microsoft não existia, como a Apple, que desenvolveu um outro tipo de monopólio, os Macintosh ou simplesmente Mac.

Mas que raiva davam aquelas telas azuis

Mas que raiva davam aquelas telas azuis

Coincidindo com a ascensão do Google, Bill Gates deixou a Microsoft em 2008, com a premissa de se dedicar inteiramente aos seus projetos filantrópicos. Num período onde a empresa já havia perdido a liderança de mercado, tanto em valor financeiro dos ativos quanto em inovações tecnológicas (só para quebrar o texto. Está tocando numa estação de Web rádio, uma música perfeita para descrever a “briga” entre Google e Microsoft. Procure pela tradução de The Scientist do Coldplay ou baixe a música, que você irá concordar comigo).

O Google, ou a Google Inc., implantou um novo conceito no mundo computacional, e que deu muito certo para os dias atuais. Conciliou a prestação de serviços gratuitos e o desenvolvimento de aplicativos, em alguns casos, de código aberto, com uma excelente infra-estrutura de marketing na Web (me refiro à infra-estrutura, quando falo de todos os serviços do Google). A Microsoft parece ter acordado para isso, e estuda incluir publicidade na interface de alguns de seus sistemas, que serão distribuídos de forma gratuita, porém com limitações de uso.

Clique na foto e entenda

Clique na foto e entenda

Ao invés de cobrar dos usuários pela utilização, o principal foco de receita do Google são as empresas, que pretendem atingir o imenso público que acessa todos os dias a internet e utiliza de seus serviços. É importante ressaltar, que nunca foi noticiado uma “caça” feita pela Microsoft aos usuários residenciais, que utilizam seus softwares de forma ilegal, ou pirata. Porém, o mesmo não se pode dizer quanto às empresas de médio e grande porte. Estas sim, são o grande interesse financeiro da empresa fundada por Bill Gates.

Sem comentários

Sem comentários

Resumindo, vivemos hoje um período interessante. Estamos em uma nova era da computação.

Nunca houve tanta participação e contribuição dos usuários, inclusive de internet (Web 2.0), opinando, testando e até desenvolvendo melhorias para softwares comerciais ou não. As empresas também tem mudado o seu foco, lançando novos produtos, aplicativos, ferramentas e serviços, que facilitam o cotidiano das pessoas, muitas vezes, sem custo algum de utilização. Pois perceberam que isso é crucial para sua sobrevivência no mercado.

É uma fase esplendorosa, que une o melhor de três épocas. Enfim, é a demonstração racional de uma evolução e nós estamos aqui para, além de presenciar tudo isso, aprender com essas experiências. Ainda vem muito pela frente, e a tendência é uma aproximação cada vez maior, entre usuário e desenvolvedor.

Leia também nossa sobre o tutorial da Microsoft, acessando os links abaixo.

Instalando uma nova placa de vídeo com o Windows XP >>

Mais sobre tecnologia e informática >>

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